• Ana Ceregatti

Cores para o dia a dia

Faça de seu prato um arco-íris e garanta saúde e vitalidade


Uma alimentação bem equilibrada, composta por alimentos integrais, vegetais e naturais, está cheia de vida e de nutrientes. Um verdadeiro arco-íris no prato, cada elemento (fibras, vitaminas, minerais, fitoquímicos, etc.) contribui de forma significativa para manutenção da saúde, seja protegendo o funcionamento dos vários órgãos, como o coração, seja fortalecendo o sistema imunológico ou até equilibrando a função intestinal.


Para os alimentos, as cores funcionam como um tipo de defesa, protegendo a planta contra agentes agressores e pragas. Ao ingerirmos um fruto, uma folha, uma flor ou uma raiz, esse benefício é naturalmente incorporado pelo nosso organismo.


Cada cor tem uma ação mais específica, mas todas elas atuam predominantemente como antioxidantes, substâncias que recolhem o “lixo” gerado pelas reações químicas que acontecem em todas as células do nosso organismo. Se esse lixo, conhecido como radicais livres, não for eliminado, poderá danificar e até matar algumas células. É assim que aparecem algumas doenças, como por exemplo o câncer.


As cores combinadas entre si têm um efeito ainda mais potente! A variedade delas em uma alimentação baseada em plantas ocorre naturalmente quando alimentos dos grupos dos cereais integrais, frutas, hortaliças (verduras e legumes), leguminosas (feijões de todos os tipos, grão-de-bico, lentilha, ervilha) e oleaginosas (todas as castanhas e sementes) estão presentes, não sendo necessário comer algo muito diferente para conseguir o que precisamos. Como exemplo, alimentos que normalmente compõem a salada de muita gente, como tomate, cenoura, alface e beterraba, contêm licopeno, caroteno, clorofila e antocianina, respectivamente, e podem ser encontrados em qualquer feira, sacolão ou supermercado.


Confira a seguir um pouco mais sobre o que cada cor faz e onde mais elas podem ser encontradas.




Vermelho: cor conferida pela presença de algumas substâncias, como o licopeno e o ácido elágico, que têm ação anticâncer, além do efeito antioxidante. Além do tomate, a goiaba vermelha e a melancia, que são comuns na nossa mesa, têm muito licopeno. O morango e a uva são bem ricos em ácido elágico. A romã também é, mas ela é figurinha mais rara nas feiras e sacolões. A lista dos alimentos vermelhos também inclui cereja, pimentão, pimenta dedo de moça, framboesa, acerola e caqui.


Laranja/amarelo: são alimentos ricos em carotenoides (pigmentos que participam da formação da vitamina A, essencial para a visão) e vitamina C. Esses dois compostos têm uma enorme função antioxidante, ajudando prevenir várias doenças, inclusive o câncer. A cenoura, abóbora e mamão têm muito caroteno. Já caju, manga, carambola, as laranjas, a mexerica e o pimentão amarelo (quando cru) são ótimos exemplos de fontes de vitamina C.


Um alimento alaranjado que vem ganhando espaço no cardápio de muita gente é a cúrcuma, também chamada de açafrão da terra. Rica em um poderoso antioxidante chamado curcumina, ela é parecida com o gengibre, só que bem alaranjada, e vem sendo prescrita em cápsulas como um importante elixir de saúde. O uso dessas cápsulas é caro e desnecessário para a grande maioria das pessoas. Ralar o rizoma (raiz) na sopa, no feijão, nos legumes cozidos ou mesmo acrescentar um pedacinho ao suco verde é uma medida fácil e muitíssimo mais barata.


Roxo: beterraba, uva vermelha, repolho roxo e berinjela (com casca) contêm antocianina, um pigmento que confere essa cor roxo-azulada aos alimentos e que tem propriedade antioxidante e anti-inflamatória. Outros alimentos, como açaí, alface roxa e cebola roxa também devem ser considerados para o consumo no dia a dia, pois são bem fáceis de encontrar. Mais raros, porém também muito ricos nesse pigmento, temos amora, jabuticaba, ameixa, mirtilo, figo, batata doce roxa e endívia roxa. Vale a pena experimenta-los vez ou outra.


As uvas, especialmente as vermelhas, contém uma substância protetora do aparelho cardiovascular, chamada resveratrol. Elas são facilmente encontradas o ano todo e por isso vale a pena consumir um punhado delas, por exemplo, nos lanches intermediários.


Branco: alimentos com a cor branca são ricos em flavonoides, substância antioxidante com potente ação anticancerígena. Eles também fornecem boas quantidades de vitaminas do complexo B, essenciais para o metabolismo energético. Alho, cebola, repolho, couve-flor, grão-de-bico, arroz, mandioca e batata são de consumo frequente. Mais raros, mas não menos importantes, são cogumelo, pinha, nabo e coco. Esse último, é rico em um tipo de gordura que tem função antifúngica.


Verde: quem confere essa cor é a clorofila. Alimentos desse grupo ajudam na formação do sangue e na coagulação do mesmo. As folhas verde-escuras, como couve, rúcula, agrião, etc., são ótimas fontes de cálcio, além de fibras. Se forem consumidas cruas, também fornecem vitamina C. Para o dia a dia, aposte também no brócolis, pimentão verde (que em salada fica delicioso!), temperinhos frescos, como cheiro verde, coentro, alho-poró, manjericão, hortelã, etc., limão e quiabo. E lembre de consumir sempre que possível kiwi, pepino, vagem, aspargo, couve-bruxelas, uva verde, salsão e erva-doce.

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Criado por Rodrigo Franco 2018

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