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Mecanismos reguladores do apetite-saciedade

Ele é feito por neurotransmissores que agem diretamente no sistema nervoso central, na região do hipotálamo. Eles pertencem a dois grandes grupos: os orexígenos (que estimulam o apetite) e os anorexígenos (que desestimulam o apetite). Esses neurotransmissores atuam em conjunto com substâncias produzidas diretamente no trato digestório e no tecido adiposo, regulando assim a sensação de fome e de saciedade.


A presença de alimento no trato digestório é muito importante para a regulação do apetite. Ao longo de todo o trajeto do estomago e do intestino, a mucosa possui diferentes tipos de células secretoras de hormônios que, combinados com os sinais neurológicos, regulam o processo digestivo e atuam no sistema nervoso central para a regulação da fome e da saciedade.


Grelina

A grelina é um hormônio produzido pelo estômago quando este está vazio e um dos mais importantes sinalizadores para o início da ingestão de alimentos. Em condições normais, ela avisa o cérebro de que é hora de comer. À medida que ingerimos alimentos, a produção de grelina pelo estômago cai.


Colecistoquinina

O esvaziamento do estômago é regulado pela produção de um hormônio chamado colecistoquinina (conhecida como CCK). Quanto maior a presença de CCK, mais lento é o esvaziamento gástrico. Sua produção é dependente da presença de gorduras e proteínas na dieta. Assim, é mais fácil entender porque uma refeição rica nesses dois macronutrientes promove um efeito de saciedade. Os carboidratos não estimulam a produção de CCK e esse é um dos motivos que leva a digestão dos mesmos ser mais rápida do que a das proteínas e das gorduras.


GLP-1

Outro hormônio importante é o GLP-1 (sigla de glucagon like peptide 1 ou peptídeo semelhante ao glucagon 1), que é produzido no finalzinho do intestino delgado, estimulado especialmente pela presença de fibras, que são os elementos da dieta que conseguem chegar até esse porção do trato digestório (os demais nutrientes, como carboidratos, proteínas e gorduras, são absorvidos antes desse ponto). O GLP-1 quando estimulado reduz a velocidade de esvaziamento do estômago e portanto favorece a sensação de saciedade. Ele também tem função direta no sistema nervoso central, promovendo a sensação de saciedade.


Peptídeo PYY

Peptídeo PYY é um hormônio produzido no final intestino delgado no período pós-prandial de acordo com a quantidade de calorias ingeridas. Ele diminui a motilidade intestinal e aumenta a saciedade, o que leva à diminuição do apetite e consequentemente à redução da ingestão de alimentos.


Insulina

Insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas e que tem como principal função fazer com que a glicose seja captada pelas células. Em condições normais, quando a insulina desempenha bem o seu papel, a glicose sai do sangue e entra nos tecidos. Essa queda de glicemia é um estímulo para o aumento do apetite.


Leptina

A leptina é um hormônio produzido no tecido adiposo que é responsável pelo controle da ingestão de alimentos. Ela diminui a atividade do peptídeo PY, uma proteína que aumenta a ingestão alimentar e o acúmulo de gordura. Em outras palavras, a leptina regula o balanço energético ao sinalizar para o cérebro que os estoques de energia sob a forma de gordura estão adequados.


Sob estresse, as pessoas tendem a escolher alimentos que forneçam calorias de forma rápida, garantido o aumento da demanda energética.

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