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Preste atenção a sua mastigação

Atualizado: 11 de mai. de 2023

Algo que fazemos todos os dias, várias vezes por dia, pode ser seu super aliado ou uma bela pedra no sapato. Entenda porque.

Faça uma retrospectiva do que você comeu nas últimas 24 horas. Consegue lembrar?

Em qual lugar você estava? Com quem você dividiu a mesa? Quem preparou os alimentos? Foi você que escolheu o que foi para o prato? Sem sim, foi uma escolha consciente ou no automático? Além disso... você estava usando celular/tablet, computador ou assistindo à televisão enquanto comia?

As respostas às perguntas acima com certeza vão dar uma bela dica da velocidade com que você mastigou os alimentos. Ajudarão também a descobrir se você realmente estava presente, saboreando o alimento, nutrindo seu corpo, ou se estava num ato mecânico de colocar combustível na máquina para continuar operando na correria do dia a dia.

A velocidade com que trituramos o alimento na boca diz muito de muita coisa, inclusive do nosso nível de estresse e de ansiedade. Também dá uma boa pista da quantidade de nutriente absorvida até a sensação de prazer sensorial, passando pelo estímulo da saciedade.

Por que mastigamos? Esse ato mecânico, que só pode ser feito na boca, com auxílio dos dentes, é o ponto de partida do processo de nutrição de todas as nossas células, seja do cabelo, do cérebro, do fígado, da pele, da unha, enfim, de todos os nossos tecidos e órgãos. Não há uma célula que não precise de nutriente para funcionar. Nem uma sequer.

Somos o que comemos, indiscutivelmente. Assim, a seleção do que comer é parte fundamental do estado de saúde – ou de doença – do nosso ser. E esses alimentos selecionados, saudáveis ou não, terão que ser triturados para poderem seguir adiante até serem digeridos e terem seus nutrientes absorvidos e transportados até os locais de uso.

Se a primeira etapa desse caminho for comprometida, todo o resto será agravado ou não pela escolha do que chegou à boca.

De forma bem prática – e partindo do princípio que a seleção dos alimentos foi feita pelo nosso lado luminoso e não pelo lado negro da força – se a mastigação for feita lentamente e o alimento for bem triturado na boca, colheremos alguns benefícios:

Sensação de satisfação e prazer com o sabor dos alimentos – mais tempo na boca, mais contato com as papilas gustativas, mais percepção do sabor pelo cérebro

Digestão mais fácil – estômago não tem dentes. Então, se o trabalho não foi feito na boca, esse órgão vai trabalhar dobrado ou triplicado para preparar esse alimento para seguir para a próxima fase, que acontece no intestino: a de ser reduzido ao ponto de ser possível passar pela parede do intestino e chegar até à corrente sanguínea

Aproveitamento integral dos nutrientes presentes no alimento – com uma mastigação efetiva, os sucos digestivos terão pleno acesso a cada uma das partículas que chegar ao intestino e o conteúdo de nutrientes ali presente será absorvido em toda a sua potencialidade. Se a mastigação é ruim e o pedaço não é bem triturado, os sucos digestivos não chegam até o “miolo” dele. Essa fração não digerida seguirá adiante e será fermentada pelas bactérias intestinais. Para quem reclama de excesso de gases, uma das coisas a se olhar é o quanto esse alimento mal triturado está virando banquete de bactérias intestinais

Saciedade – quando as papilas registram bem a presença do alimento na boca, o centro de saciedade no cérebro é acionado. Em condições normais, isso acontece em parceria com a produção de hormônios ao longo do trato digestório, que também sinalizam que é hora de parar de comer. Em outras palavras: mastigando bem e estando presente ao alimentar-se, o volume ingerido será menor. Isso é especialmente relevante para quem deseja ou precisa gerenciar o peso

Confira a dica:


Muita gente gosta de um docinho. Aquele que conforta, que dá um alento quando há alguma tristeza ou um vazio em alguma parte do ser. Até aqui a mastigação é bem importante. Comer uma barra de chocolate de 5 minutos pode aliviar temporária e paliativamente uma emoção fora do lugar. Serão apenas 5 minutos de alento. Por outro lado, se você comer a mesma barra em 30 minutos, ganhará mais 25 minutos de sensação boa. Nessa situação, muito provavelmente, a quantidade de chocolate será menor e portanto, menor será a ingestão de gordura e de açúcar. Veja que até no uso do alimento emocional, a velocidade de mastigação importa, inclusive para confortar e amenizar o peso na consciência que costuma vir depois de uma situação como essa


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